IMPRESSIONE JESUS COM SUA FÉ

Vivemos numa época de muito ceticismo e duvidamos de tudo um pouco. A história do centurião de Cafarnaum nos diz que devemos viver na certeza do poder de Deus, se queremos receber seus milagres.

Mateus 8.5-13

O texto em apreço narra um diálogo entre Jesus e um capitão do exército romano, por sinal de muito respeito e de um sentimento de humildade, uma vez que vai ao encontro de Jesus suplicar-lhe favor por um criado. Este, acamado, paralítico e sofrendo muitas dores.

Esse oficial rompe a distância, a vergonha, o medo, não se esconde por trás da posição que ocupa e, diferentemente do arrogante Naamã (2Rs 5.11), que esperava ser recebido e bajulado pelo profeta Eliseu, o centurião romano se humilha diante de Jesus e reconhece a autoridade suprema do Mestre.

Sua posição e seu status social foram considerados por esse militar como nada, algo sem valor e nenhuma utilidade diante do favor imerecido de Deus. É como se ele soubesse o que seria escrito na epístola:

Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Tiago 4.6b
Jesus e o centurião de Cafarnaum

Nossas conquistas, diga-se de passagem, o que temos é dado e não conquistado. É o Senhor quem nos confere dádivas pela sua infinita misericórdia (Salmos 116) e não nós que as alcançamos pela nossa própria força.

Mas a maior virtude do centurião ainda está por vir. Quando Jesus decide ir até sua casa curar seu criado ele imediatamente reconhece que tal atitude não era preciso. Além de se achar indigno de receber Jesus ele cria com toda sua força no poder da Palavra do Senhor. A frase “dize somente uma palavra, e o meu criado sarará” (v. 8) deixou Jesus impressionado.

Ele não precisava ver para crer, mas cria independente de ver. Sua fé era prática e não teórica. Era verdadeira, não mentirosa. Sincera, não falsa. Como está escrito:

Que é a fé? É a convicção segura de que alguma coisa que nós queremos vai acontecer. É a certeza de que o que nós esperamos está nos aguardando, ainda que o não possamos ver adiante de nós.

Hebreus 11.1 (VIVA)

Se queremos receber os milagres de Deus impressione Jesus com sua fé.

O DEUS QUE SENTE A NOSSA DOR

Nossa dor não é sentida apenas por nós mesmos. A Bíblia nos ensina algo muito sublime que é a de um Deus que se importa conosco.

Servimos a um Deus que mais do que conhecer a história humana também se preocupa com ela. Longe de ter criado o mundo e o abandonado, como pensam os deístas, Deus não só observa como também participa do nosso sofrimento.

Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o Senhor; porei a salvo aquele para quem eles assopram.

Salmos 12.5

Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.

Isaías 57.15

Tais textos caracterizam o nosso Deus como alguém que tem sentimento e que está disposto a se erguer de seu trono em favor dos necessitados. Seu amor e bondade são tão imensos que superam toda nossa compreensão.

A Bíblia conta que numa dada ocasião de perseguição pelo então fariseu Saulo o Senhor expressou a relação que tem com seu povo. Quando este homem, determinado a acabar com todos os cristãos, imprime uma série de atrocidades, se dirige aos lugares mais longínquos para ter o seu intento alcançado é surpreendido pelo sobrenatural.

Jesus se encontra com Saulo

Ao invés de ouvir Jesus lhe perguntar porque ele perseguia a Igreja, ouviu:

Saulo, Saulo por que me persegues?

Atos 9.4b

O pronome “me” no texto acima não é por acaso. Ele é altamente significativo. Expressa a relação de intimidade, sentimento pleno, comunhão, de entrelaçamento, união indivisível, indissociável entre Deus e seu povo.

A perseguição que Saulo dirigia a Igreja, cada morte, cada prisão, cada açoite, cada julgamento, de modo direto, estava sendo dirigida ao próprio Senhor. Isso mostra que Ele sente nossa dor, nosso sofrimento. Ele se importa conosco.

Você não está sozinho. O Senhor está a lhe ouvir e no tempo certo ele agirá em seu favor. Sua dor está sendo sentida pelo Criador do Universo. Não existe nada em sua vida que Deus não conheça.

Quem faz para mim faz para Jesus

EVITANDO A DESNUTRIÇÃO ESPIRITUAL EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

Nesta edição usaremos a desnutrição no âmbito secular como pano de fundo para a compreensão do que estamos

Árvore seca

chamando de desnutrição espiritual. A ideia é fazer uma aplicação contextualizada e clara sobre os problemas decorrentes da falta de alimentação adequada a nossa vida espiritual. Boa leitura.

Médicos Sem Fronteiras (MSF), que nove crianças morrem a cada minuto devido à falta de nutrientes essenciais em suas dietas. undefinedDe acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a desnutrição é a maior ameaça ao sistema de saúde público mundial, com 178 milhões de crianças desnutridas no mundo.

CAUSA

Segundo o site do MSF, algumas doenças como a diarreia ou infecções undefinedagudas aumentam o risco de desenvolver desnutrição. Tais doenças impedem o organismo de utilizar ou absorver suficientemente os nutrientes dos alimentos ingeridos.

CONSEQUÊNCIAS

As consequências são muito duras. Afeta o desenvolvimento físico e mental.

  • Físico: perda de peso, falta de força e energia, incapacidade de realizar tarefas rotineiras, desenvolvem anemia com frequência, sistema imunológico fragilizado a tal ponto de uma simples gripe levar a morte.
  • Mental: incapacidade de concentração, aumento da irritabilidade.

TRATAMENTO

O MSF acredita que o alimento terapêutico pronto para o uso (RUTF, em inglês) seja a forma mais efetiva para tratar a desnutrição. O RUTF contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança.

Alimento terapêutico para o uso

Aplicação Espiritual

Em tempos de coronavírus as autoridades médicas do mundo inteiro tem recomendado o chamado “fica em casa”. Nesse sentido, nossa ida aos templos ficou bastante reduzida e em alguns casos, dada a gravidade do problema, totalmente impedida.

Muitos têm sentido a falta dos cultos congregacionais, pois a Bíblia sempre
mostrou a importância de estar no Templo:

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.

Salmos 122.1

Não deixando a nossa congregação.

Hebreus 10.25a
Jovens buscando a presença de Deus

Expressões como “dois ou três reunidos” (Mt 18.20), “quando vos ajuntais num lugar” (1Co 11.20), “quando vos reunis” (1Co 14.26), “quando eu estiver convosco pessoalmente” (2Co 13.10) reforçam a necessidade da coletividade. A Bíblia não abre espaço para os “desigrejados”, aqueles que admitem a possibilidade de desenvolver sua fé fora dos muros eclesiásticos.

A importância da casa de Deus

A Igreja é o lugar adequado para o fornecimento de alimento saudável e puro (1Co 3.2; 1Pe 2.2). A Igreja é a coluna e firmeza da verdade (1Tm 3.15). Seu valor é sem igual. Nada a substitui. Como bem disse Paulo a Timóteo, que a casa de Deus é a igreja do Deus vivo (1Tm 3.15).

Situação atípica

Mas dada às circunstâncias, como forma de assistir seus membros e congregados muitas igrejas têm realizado cultos à distância usando os canais tecnológicos como lives, mensagens de áudio e vídeo, mensagens via Whatsapp, chamadas de vídeo, por exemplo.

Cuidado com o tempo livre

No entanto, por mais úteis que estes recursos sejam, não podemos limitar nossa devoção ao Senhor ao tempo de um vídeo ou de um áudio e “terminado o culto” usar o tempo desordenadamente.

Desnutrição espiritual

É muito pouco para o que nosso “corpo espiritual” precisa. É apenas um grão de feijão, um gole d`água, um punhado de farinha. Não podemos nos contentar com tão pouco ou fazer uma “redução de estômago espiritual” achando que “diminuir o peso” é saudável. No âmbito secular pode até ser, mas no espiritual, não!

Se nos contentarmos em ler, orar cantar e até mesmo ofertar apenas no momento da live corremos o sério risco de ficar desnutrido espiritualmente. E assim como no âmbito secular as consequências também são duras e pode levar a óbito.

Morte espiritual

Responsabilidade espiritual

Quero, com isso, não desmerecer o esforço louvável que as igrejas tem feito neste tempo, mas alertar para o compromisso particular, pessoal, individual e intransferível que cada um de nós devemos ter com a nossa própria salvação (Fp 2.12,13) em tempos de coronavírus. Somos responsáveis pela nossa saúde espiritual.

Causas espirituais

Apontamos alguns motivos que justificam a desnutrição espiritual:

  1. deixar a amargura se enraizar em seu coração (Hb 12.15);
  2. não colocar em prática o que aprendeu (Hb 5.12);
  3. dar lugar ao diabo (Ef 4.27);
  4. manchar a consciência (1Tm 1.19).

Consequências espirituais

A desnutrição espiritual afeta no(a):

  1. maturidade cristã, deixando o crente sempre “infantil” (Hb 5.12-14);
  2. crescimento espiritual, deixando o crente nanico (1Pe 2.2);
  3. discernimento entre certo e errado, alterando o raciocínio (1Sm 15.13);
  4. intimidade com o Senhor, tornando-o insensível ao Espírito (1Sm 15.11);
  5. apetite pelas coisas de Deus, deixando-o sem fome pela Palavra (Zc 7.11).

Sem contraindicação

O único alimento terapêutico que contém todos os nutrientes necessários e suficientes de que precisamos é a Bíblia Sagrada. Para se ver livre da desnutrição espiritual a bula recomenda:

  1. Orar sem cessar (1Ts 5.17);
  2. Ler, ouvir e guardar a Palavra (Ap 1.3);
  3. Fugi da aparência do mal (1Ts 5.22);
  4. Adorar somente a Deus (Lc 4.8);
  5. Perdoar sempre (Mt 18.21,22);
Comendo a Palavra de Deus

Conclusão

É recomendado que se mantenha a alimentação balanceada nutrida com oração, meditação da Palavra, louvores a fim de manter o “corpo espiritual” saudável. Fazer isto diariamente. Deve-se ainda caminhar constantemente pela vereda dos justos (Sl 1.6), exercitar-se na piedade (1Tm 4.8), encher-se do Espírito (Ef 5.18) e subindo constantemente ao monte da oração (Lc 6.12). Após a quarentena devemos nos consultar com o Médico dos Médicos; ele nos dará o diagnóstico!