EU TINHA TUDO PARA DAR ERRADO, SE NÃO FOSSE A INTERVENÇÃO DIVINA: LIÇÕES DA HISTÓRIA DE JOSÉ

José do Egito

Ao lermos a história de José do Egito somos levados a nos questionar: Como alguém pode passar por circunstâncias tão adversas, tão duras e, mais do que sobreviver, permanecer de pé? Se você deseja saber o porquê, continue a leitura conosco. Ah, sim. Nossa reflexão está baseada no livro do Gênesis capítulos 37, 39-50


Sua família

José é oriundo de uma família numerosa composta pelo seu pai Jacó, sua mãe Raquel (Gn 30.25) e mais 12 irmãos, a maioria de “mãe diferente” (Gn 29.34-21; 35.18). A poligamia de seu pai, por infringir os propósitos de Deus para o casamento (Gn 2.24), trouxe graves consequências para a família: relações sexuais ilícitas (Gn 35.22), aborrecimentos constantes (Gn 29.32-34; 30.1,2, 8, 15), desvio da prática sexual (Gn 30.16). Ainda criança, José perde sua mãe quando do nascimento de seu irmão Benjamim (Gn 35.19) e cresce na companhia de irmãos que lhe invejavam e odiavam (Gn 37.8, 11). Quando adolescente, por volta dos 17 anos (Gn 37.2) é vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 37.28).

Sua casa no Egito

Ao chegar no Egito, ele não chega como o filho de Jacó, mas como escravo e, desde então, é submetido a trabalhos forçados e a cuidar de tudo que era de seu senhor Potifar (Gn 39.1). O que comia, a roupa que usava, o local onde dormia, … nada era seu; escravo não tinha direito, mas deveres. Seu sofrimento aumenta quando é preso injustamente (Gn 39.19,20) e esquecido por aqueles que lhe prometeram uma saída (Gn 40.23).


Muitas vezes esperamos perfeição em nossa família como aquelas dos filmes e novelas e acabamos nos frustrando por não tê-la. A verdade é que cada família tem os seus problemas, suas dores, seus limites e assim como José, devemos encarar de frente os desafios e extrair lições, por mais duras que sejam.

Desde pequeno ele passou por lutas e tribulações mas nem por isso desistiu da vida ou deixou de lutar. Sua história, nas mãos de alguém que estuda o comportamento por uma perspectiva humanista e sem saber o final, diria: “se ele não morreu, será uma pessoa deprimida, com complexo de inferioridade, solitário, impaciente, insuportável, vivendo a base de remédios.”

Mas …

O final foi completamente diferente. Sua confiança em Deus lhe possibilitou passar pelas maiores intempéries e assim, poder experimentar a intervenção divina em sua vida. Literalmente Deus o tirou das cinzas, da lama, do fundo do poço e lhe colocou no trono para ser o maior governador que o Egito jé teve. Uma pessoa totalmente sensata, de bem com a vida, equilibrada, consciente de seu papel no mundo e na de sua família, honesta, responsável, justa, capaz de ser admirada e honrada, de coração leve.

Deus me enviou adiante para salvar a vida de vocês e de suas famílias, e para salvar muitas vidas.

Gênesis 45.7

A história de vida de José é inspiradora e nos exorta a compreender que os planos de Deus em nossas vidas são magníficos.

O que faço agora, não podes compreender, todavia o compreenderás mais tarde.

João 13.7
Amor do Pai, Renascer Praise

VIVENDO COMO MARIA NO MUNDO DE MARTA

Vivemos numa época de muita agitação e correria e que parar por alguns instantes, às vezes, é uma raridade. Nos levantamos atrasados, nos alimentamos apressadamente, corremos para chegar nos nossos compromissos, mal temos tempo de pensar na nossa própria vida. Estamos sempre ocupados. A Bíblia diz que Jesus sempre procurou ocupar seu tempo.

E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

João 5.17

No entanto, quando esta ocupação rouba o tempo de Deus nossa vida passa a não ter sentido e nada mais importa. Pois, quando o Senhor não é mais a nossa prioridade nós é que perdemos.

A Bíblia nos conta a história de duas mulheres cujas atitudes foram bem diferentes, apesar de estarem sob o mesmo teto. É a história de Marta e Maria (Lc 10.38-42).

Certo dia, Jesus e seus apóstolos foram recebidos na casa de Lázaro para ali repousar um pouco. O mestre sempre foi incansável em agradar ao Pai e em anunciar o Reino.

Jesus disse-lhes: a minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.

João 4.34

Ao acomodar-se, Maria, entendendo que Jesus estava de passagem e que logo iria para outra localidade, talvez pensou: “Jesus está em minha casa e eu não vou perder a oportunidade de ouvi-lo”. Sua atitude demonstrou que nada importava naquele momento, a não ser aprender literalmente aos pés de Jesus, como um aluno aprende de seu professor.

Sua irmã Marta, por sua vez, pensou diferente: “Jesus está cansado e com fome. Vou preparar algo”. Por mais que ela tivesse boa intenção sua atitude não foi aprovada pelo Mestre. Ele a repreende pela sua distração e ocupação demasiada (Lc 10. 41) ao ponto de nos fazer entender que devemos ter sabedoria para escolher a hora certa de fazer cada coisa.


Hoje, não é diferente. Nosso mundo é o de Marta, com suas ocupações, ansiedades, estresses, mas nosso coração deve ser o de Maria. Voltado para a Palavra. A história evidencia que nenhuma ocupação deve roubar o lugar de Deus. Nada nesse mundo pode saciar a fome de nossa alma. Trabalho, estudo, família, amigos, … tudo é importante, mas não O mais importante.

Então, o que nos resta é refletir sobre a posição que estamos ou que desejamos estar: a de Marta ou a de Maria.

VOCÊ SABIA QUE DEUS JÁ USOU O ISOLAMENTO SOCIAL COMO MEIO DE SE EVITAR A TRANSMISSÃO DE DOENÇAS CONTAGIOSAS?

A Bíblia de Estudo Pentecostal contextualiza o cuidado de Deus frente a algumas medidas adotadas quando afirma:

“Os capítulos 11 – 15 expressam a solicitude de Deus pela saúde física e bem- star do seu povo. Os povos antigos, vizinhos de Israel, nada sabiam a respeito de higiene, saneamento, a importância de lavar-se, a prevenção de doenças infecciosas, nem dispensavam cuidados adequados aos pobres e enfermos. As leis de Deus promoveram o interesse por essas coisas e predispuseram o povo a uma vida santa e a considerar que Deus é santo”.

Bíblia de Estudo Pentecostal, p. 206

Talvez nos cause um pouco de estranheza ouvir que pessoas que estão com o Coronavírus ou correndo risco de pegá-lo precisam estar isoladas uma das outras. Mas a bem da verdade, para quem já leu o livro de Levítico, essas medidas restritivas são normais. E vale destacar, a ideia foi de Deus!

O Senhor constituiu sacerdotes sobre o povo de Israel (Êx 28.1-3), que além de suas funções estritamente espirituais, tinham funções sociais. Para quem é aluno da EBD deve lembrar que no 3° trimestre de 2018, lição 04, publicação CPAD, estudamos sobre A Função Social dos Sacerdotes e nesta aula aprendemos que são três, a saber: clínicas, sanitaristas e jurídicas.

Pr Claudionor de Andrade, comentarista de lições bíblicas

As funções clínicas e sanitaristas diziam respeito ao cuidado da saúde tanto em seu aspecto individual quanto coletivo.

Como o povo de Israel viveu em tendas no deserto por cerca de 40 anos e sem acesso direto a uma estrutura hospitalar de país de primeiro mundo, sem os devidos cuidados de higiene, de saúde, de alimentação a população seria dizimada em frações de segundo. No aspecto saúde, uma das doenças mais comuns da antiguidade era a lepra.

A lepra era uma doença incurável e muito contagiosa. Para prevenir o seu povo Deus orientou o Sacerdote a examinar alguém que supostamente estivesse com lepra e dar o diagnóstico, “limpo” ou “impuro” para as atividades sociais e religiosas.

1 – O Senhor disse a Moisés e a Arão:

2 – “Se alguém tiver um inchaço, uma erupção ou uma descoloração que possa ser sinal de lepra, essa pessoa será levada ao sacerdote Arão ou a um de seus filhos.

3 – O sacerdote examinará a região afetada da pele. Se houver ali pelos que focaram brancos e parecer que o problema é mais profundo que a pele, é lepra, e o sacerdote que examinar a pessoa a declarará cerimonialmente impura.”

Levítico 13.1-3 (Nova Versão Transformadora)

E a medida adotada, se leproso, deveria ser o isolamento deste da comunidade (Lv 13.46).

Leprosos separados da comunidade

O seu retorno estava condicionado há um milagre da parte de Deus. Jesus curou muitos leprosos durante seu Ministério (Lc 5.12-14; 17.11-17). Devemos lembrar, contudo, que para Deus nada é impossível (Lc 1.37).

Hoje, não é diferente. Estabelecendo um paralelo com o texto bíblico e salvaguardando as devidas proporções os médicos da atualidade seriam os Sacerdotes do AT. São eles, dada a capacidade e expertise recebida de Deus, que têm competência para examinar o doente e passar o diagnóstico. Suas recomendações visam salvar vidas. Os governos, por recomendação médica, têm adotado medidas de isolamento a fim de retardar a disseminação em massa do Coronavírus ao longo do tempo, uma vez que esta doença se propaga pelo contato.

Temos visto o uso da Matemática para explicar a velocidade do número de casos ao longo do tempo. A curva vermelha (mais alta) ultrapassa a linha tracejada (capacidade do Sistema de Saúde) provocando uma desordem no atendimento. A azul (mais baixa) chega no limite do número de casos suportado e a diferença entre as curvas se deve ao fator medida de proteção.

Curva exponencial associada à propagação da covid-19

O que se tem afirmado é que nenhum Sistema de Saúde do mundo está preparado para atender um alto número de doentes ao mesmo tempo e por isso, justificam o isolamento. Por mais que hajam opiniões diversas sobre como se aplicar o isolamento, se vertical ou horizontal, podemos afirmar que há um consenso quanto a importância dessa medida. Por isso, enquanto Deus não der a solução seja por meio de um milagre operado diretamente na vida de alguém que está enfermo, seja pela vacina devemos entender que o isolamento é a melhor forma de conter o avanço dessa pandemia.

POR QUE OS CRISTÃOS DEVEM OBEDECER ÀS MEDIDAS ADOTADAS PELO GOVERNO?

Em tempos de Coronavírus muitos governos têm aplicado medidas restritivas como forma de conter o avanço da covid-19. Fechamento de comércio, diminuição do tráfego de pessoas, proibição de aglomerações e eventos em geral. Como o cristão deve proceder diante de tudo isso?

O Senhor reina

A cada dia, o número de mortos e de infectados cresce assustadoramente. As Autoridades Governamentais não tiveram escolha ou qualquer tipo de gerência sobre o Coronavírus. Todos foram pegos de surpresa. A realidade é que o Senhor decidiu falar com a Terra. O que temos visto e ouvido é a Soberania de Deus em ação.

Enquanto vontade soberana, Deus faz o que Ele quer e lhe apraz. Ele é Senhor e Rei e governa o mundo segundo seus preceitos. Ele nunca perde o controle. Se admitirmos que cada nação representa uma árvore sendo o Senhor o jardineiro, podemos afirmar que o jardineiro está mexendo no seu pomar.

Ainda antes que houvesse dia, Eu Sou; E ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando Eu, quem o impedirá?

Isaías 43.13

Deus é quem está sentado acima da redondeza da terra. Para Ele os homens são pequenos gafanhotos.

Isaías 40.22a

A Bíblia e o Estado

A Bíblia sempre asseverou o respeito pelas autoridades constituídas. Jesus é o nosso maior exemplo. Pagou impostos (Mt 17.27), respeitou a autoridade médica (Lc 5.14), considerou a autoridade do Estado (Mt 22.21). Paulo fez o mesmo. Suas cartas recomendam orar pelas autoridades civis (1Tm 2.1, 2), se submetê-las (Rm 13.1-7), tratá-las com respeito (At 24.3).


Isso fazemos porque reconhecemos que toda autoridade é dada por Deus (Mt 22.37). Nenhum Rei é Rei, nenhum Presidente é Presidente, nenhuma autoridade é o que é se Deus não houvesse delegado. O nosso Senhor está acima de tudo e de todos. Glória a Deus!

única exceção a essa regra se deve quando o Estado fere a nossa fé. Quando o profeta Daniel soube que um decreto imperial o impedia de orar a Deus sob penalidade de ser jogado na cova dos leões, ele considerou a Lei maior, a Lei da Palavra de Deus (Dn 6.10).

Diante do avassalador coronavírus as autoridades têm aplicado medidas restritivas, muito duras por sinal, mas necessárias e sem nenhuma conotação de perseguição religiosa.