O DEUS QUE SENTE A NOSSA DOR

Nossa dor não é sentida apenas por nós mesmos. A Bíblia nos ensina algo muito sublime que é a de um Deus que se importa conosco.

Servimos a um Deus que mais do que conhecer a história humana também se preocupa com ela. Longe de ter criado o mundo e o abandonado, como pensam os deístas, Deus não só observa como também participa do nosso sofrimento.

Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o Senhor; porei a salvo aquele para quem eles assopram.

Salmos 12.5

Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.

Isaías 57.15

Tais textos caracterizam o nosso Deus como alguém que tem sentimento e que está disposto a se erguer de seu trono em favor dos necessitados. Seu amor e bondade são tão imensos que superam toda nossa compreensão.

A Bíblia conta que numa dada ocasião de perseguição pelo então fariseu Saulo o Senhor expressou a relação que tem com seu povo. Quando este homem, determinado a acabar com todos os cristãos, imprime uma série de atrocidades, se dirige aos lugares mais longínquos para ter o seu intento alcançado é surpreendido pelo sobrenatural.

Jesus se encontra com Saulo

Ao invés de ouvir Jesus lhe perguntar porque ele perseguia a Igreja, ouviu:

Saulo, Saulo por que me persegues?

Atos 9.4b

O pronome “me” no texto acima não é por acaso. Ele é altamente significativo. Expressa a relação de intimidade, sentimento pleno, comunhão, de entrelaçamento, união indivisível, indissociável entre Deus e seu povo.

A perseguição que Saulo dirigia a Igreja, cada morte, cada prisão, cada açoite, cada julgamento, de modo direto, estava sendo dirigida ao próprio Senhor. Isso mostra que Ele sente nossa dor, nosso sofrimento. Ele se importa conosco.

Você não está sozinho. O Senhor está a lhe ouvir e no tempo certo ele agirá em seu favor. Sua dor está sendo sentida pelo Criador do Universo. Não existe nada em sua vida que Deus não conheça.

Quem faz para mim faz para Jesus

EU TINHA TUDO PARA DAR ERRADO, SE NÃO FOSSE A INTERVENÇÃO DIVINA: LIÇÕES DA HISTÓRIA DE JOSÉ

José do Egito

Ao lermos a história de José do Egito somos levados a nos questionar: Como alguém pode passar por circunstâncias tão adversas, tão duras e, mais do que sobreviver, permanecer de pé? Se você deseja saber o porquê, continue a leitura conosco. Ah, sim. Nossa reflexão está baseada no livro do Gênesis capítulos 37, 39-50


Sua família

José é oriundo de uma família numerosa composta pelo seu pai Jacó, sua mãe Raquel (Gn 30.25) e mais 12 irmãos, a maioria de “mãe diferente” (Gn 29.34-21; 35.18). A poligamia de seu pai, por infringir os propósitos de Deus para o casamento (Gn 2.24), trouxe graves consequências para a família: relações sexuais ilícitas (Gn 35.22), aborrecimentos constantes (Gn 29.32-34; 30.1,2, 8, 15), desvio da prática sexual (Gn 30.16). Ainda criança, José perde sua mãe quando do nascimento de seu irmão Benjamim (Gn 35.19) e cresce na companhia de irmãos que lhe invejavam e odiavam (Gn 37.8, 11). Quando adolescente, por volta dos 17 anos (Gn 37.2) é vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 37.28).

Sua casa no Egito

Ao chegar no Egito, ele não chega como o filho de Jacó, mas como escravo e, desde então, é submetido a trabalhos forçados e a cuidar de tudo que era de seu senhor Potifar (Gn 39.1). O que comia, a roupa que usava, o local onde dormia, … nada era seu; escravo não tinha direito, mas deveres. Seu sofrimento aumenta quando é preso injustamente (Gn 39.19,20) e esquecido por aqueles que lhe prometeram uma saída (Gn 40.23).


Muitas vezes esperamos perfeição em nossa família como aquelas dos filmes e novelas e acabamos nos frustrando por não tê-la. A verdade é que cada família tem os seus problemas, suas dores, seus limites e assim como José, devemos encarar de frente os desafios e extrair lições, por mais duras que sejam.

Desde pequeno ele passou por lutas e tribulações mas nem por isso desistiu da vida ou deixou de lutar. Sua história, nas mãos de alguém que estuda o comportamento por uma perspectiva humanista e sem saber o final, diria: “se ele não morreu, será uma pessoa deprimida, com complexo de inferioridade, solitário, impaciente, insuportável, vivendo a base de remédios.”

Mas …

O final foi completamente diferente. Sua confiança em Deus lhe possibilitou passar pelas maiores intempéries e assim, poder experimentar a intervenção divina em sua vida. Literalmente Deus o tirou das cinzas, da lama, do fundo do poço e lhe colocou no trono para ser o maior governador que o Egito jé teve. Uma pessoa totalmente sensata, de bem com a vida, equilibrada, consciente de seu papel no mundo e na de sua família, honesta, responsável, justa, capaz de ser admirada e honrada, de coração leve.

Deus me enviou adiante para salvar a vida de vocês e de suas famílias, e para salvar muitas vidas.

Gênesis 45.7

A história de vida de José é inspiradora e nos exorta a compreender que os planos de Deus em nossas vidas são magníficos.

O que faço agora, não podes compreender, todavia o compreenderás mais tarde.

João 13.7
Amor do Pai, Renascer Praise